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A pergunta que o Élder Renlund fez diante de 8 mil crânios — e a resposta que recebeu

Há muito o que dizer e ensinar sobre revelação. Mas, se eu tivesse que escolher apenas uma forma de começar, compartilharia uma história da vida do Élder Dale G. Renlund.

Essa história ensina um princípio importante: a revelação, muitas vezes, vem enquanto estamos vivendo a vida. Sim, ouvimos a voz de Deus em momentos silenciosos de reflexão. Mas, muitas vezes, o Senhor nos ensina em momentos perfeitamente cronometrados, que talvez nem esperássemos. A vida é uma sala de aula, e Deus sabe a hora certa de falar diretamente a um de Seus preciosos alunos.

O Élder Dale G. Renlund e a Irmã Ruth L. Renlund visitaram certa vez este monumento nacional no museu do genocídio no Camboja.

Deus fala ao élder Renlund no Camboja

Em seu livro Learning to Listen, o élder Renlund conta sobre uma vez em que ele e sua esposa, Ruth, estavam no Camboja. Durante a visita, a Igreja anunciou uma grande doação para a construção de um hospital cardíaco em Siem Reap. Em resposta, líderes cambojanos organizaram para o casal Renlund um passeio pelos jardins do palácio real e por um museu do genocídio.

“Ficamos empolgados por ir aos jardins do palácio, mas eu temia ir ao museu do genocídio”, escreve o élder Renlund. O museu fica no local onde, no fim da década de 1970, foram cometidas execuções em massa de aproximadamente um milhão de pessoas. Ele descreve assim a experiência:

“No museu, os horrores daquele período da história do Camboja estavam expostos de forma crua. Ficamos ao lado de uma estrutura erguida como santuário, formada por mais de oito mil crânios humanos de pessoas que haviam sido executadas com instrumentos agrícolas depois de torturadas. Enquanto estávamos ali, me perguntei: ‘Será que a Expiação de Jesus Cristo alcança até isso?’ Assim que esse pensamento se firmou em minha mente, veio até mim uma onda de compreensão. Colocar essa percepção em palavras não era possível naquele momento, e não é possível agora; qualquer tentativa de fazê-lo não conseguiria expressar plenamente aquela compreensão. Foi como se eu ouvisse o Senhor dizendo: ‘Eu cuido disso. Vocês não precisam se preocupar com essas pessoas. Eu vou consertar até essas atrocidades por elas.’”

Essa já é, por si só, uma experiência marcante. Mas ela se torna ainda mais instrutiva quando lembramos que, antes desse momento, o élder Renlund já havia testificado, em conferência geral, que, por meio da Expiação de Jesus Cristo, “tudo o que é injusto na vida pode ser corrigido”.

O apóstolo já conhecia essa verdade divina. Mas, naquele dia no museu, o Senhor ensinou ao élder Renlund o mesmo princípio naquilo que ele chama de “um nível diferente”.

“A compreensão que recebi naquele dia — embora eu não consiga descrevê-la com palavras — continua a me encher de imensa alegria e conforto. Essa comunicação do Espírito me trouxe uma nova apreciação pela profundidade e amplitude da Expiação do Salvador”, escreve o élder Renlund.

Tenho certeza de que o élder Renlund sentiu a voz de Deus enquanto estudava, refletia e depois escrevia seu discurso de conferência geral. E ele recebeu mais revelação sobre o tema enquanto estava lá fora, no mundo, vivendo e servindo.

Sua viagem ao museu do genocídio parece ter dado ao élder Renlund mais um fio condutor para compreender a amplitude da Expiação do Salvador.

Deus fala a Elias numa caverna

Esse mesmo princípio, de que a direção espiritual vem enquanto vivemos — aparece em um dos versículos mais famosos sobre revelação. Em 1 Reis 19:11–12, o Senhor fala ao profeta Elias:

“E eis que passava o Senhor, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante da face do Senhor; porém o Senhor não estava no vento; e depois do vento, um terremoto; também o Senhor não estava no terremoto;

E depois do terremoto, um fogo; porém também o Senhor não estava no fogo; e depois do fogo, uma voz mansa e delicada.”

Costumamos usar esse versículo para ensinar que o Senhor fala com “uma voz mansa e delicada”. Mas nem sempre discutimos o que estava acontecendo na vida de Elias no momento desse versículo.

O profeta estava desanimado porque grandes milagres não haviam convertido ao Senhor a rainha Jezabel nem seus sacerdotes. Pelo contrário, os milagres a enfureceram. Elias, temendo por sua vida, fugiu para o deserto e se escondeu numa caverna. Naquele momento de profunda angústia, o Senhor ensinou a Elias como a revelação funciona.

Assim como o élder Renlund, Elias havia sido preparado por suas experiências de vida para ouvir e compreender verdades espirituais em um nível mais profundo.

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Os momentos em que precisamos

A revelação, com frequência, chega no momento em que o Senhor sabe que precisamos dela. Quando chega a hora certa, “o Senhor Deus dá luz ao entendimento; porque fala aos homens de acordo com sua língua, para que compreendam” (2 Néfi 31:3).

Podemos viver com a segurança de que, à medida que tentamos fazer o que é certo, o Senhor nos dará o que precisamos. Desenvolver essa confiança costuma exigir uma mudança de mentalidade enquanto esperamos por respostas. O autor Dr. Aaron D. Franklin escreve sobre uma forma prática que sua esposa encontrou para lidar com isso:

“Sempre que ela fica em dúvida se Deus está falando com ela sobre determinado assunto ou pergunta pela qual está orando, em vez de se perguntar ‘será que Ele está?’, ela se reafirma dizendo ‘Ele está’. A simples troca dessas duas palavrinhas transforma a incerteza em confiança.”

Essa certeza é a base que eu gostaria de estabelecer ao ensinar pela primeira vez sobre revelação: Ele está falando conosco, e está fazendo isso no Seu tempo perfeito.

Fonte: LDS Living

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Post original de Maisfé.org

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